"A harmonia é a linha de conduta da qual toda ação humana deve proceder" - Confúcio
"A suavidade de todas as coisas anula a dureza de todas as coisas" - Lao Tzu

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Tiros em Columbine - no país terrorista

“Tiros em Columbine”, mais que um documentário que retrata o fato na escola dos Estados Unidos, onde dois estudantes entraram armados e mataram doze jovens e um professor. O vídeo traz uma matéria de reflexão, na qual é levantada a questão “o que causa tanta violência nos Estado Unidos, principalmente entre os jovens, que não deveriam estar com armas na mão?”. Este país é o, ou pelo menos um dos, mais armados do mundo. Pena que no momento não tenho dados estatísticos sobre o assunto para lhes passar, mas o importante é que isto é fato, visível e lógico.

Tudo é realmente muito estranho, pois os produtores do documentário vão até o Canadá e constatam que lá, mesmo existindo tanto armamento como há nos Estado Unidos, não existe violência descontrolada. Naquele país, nem sequer os moradores trancam a portas de suas casas, pois não sentem medo. Esta revelação indagou o documentarista de “Tiros em Columbine”, o fazendo perguntar sobre isto a todas as pessoas que conversava. É engraçado, pois um povo supostamente inteligente como os EUA, se perdia neste tipo de pergunta. Não davam uma resposta concreta, nem sequer tinham uma opinião interessante sobre o assunto e no final acabavam gaguejando entre as palavras. A verdade é que estão extremamente confusos com o que acontece no próprio país, ou têm idéias e tentam escondê-las. Porém, continuam vivendo, armados, enganados e infelizes. Seus representantes políticos enrolam até terem que dar as costas para a câmera e fugirem sem explicação. Devemos levar em conta algo transparente: os EUA, desde a época que decidiram se tornar independentes são amantes das armas. Julio Verne sabia disso e romanceou a verdade em livros como “Da Terra a Lua”, que mostra a capacidade daquele povo em inventar tecnologia armamentista pela paixão que possuem. Que aperfeiçoavam cada vez mais suas armas e quando estavam em épocas de paz, perturbados tinham que inventar guerra para se orgulhar e fazer correr adrenalina em seus sangues na hora de usar seus canhões. Mesmo que tivessem que se matar dentro do próprio país. Julio Verne também chegou a uma conclusão: viajando para os EUA e observando a personalidade de cada cidadão daquele povo, previu que um dia iriam ser o império global assim como um dia foi Roma no oriente médio. Isto porque estes norte-americanos eram muito espertos e ambiciosos, porém muito rudes e inconseqüentes. Acrescento que também eram muito positivistas.

Agora, podemos observar que Verne tinha razão, os Estado Unidos são um império, querem mandar no planeta, resolver os problemas através de armas, explorar economicamente os povos, mentir e se fazer de santo enquanto foi o país que mais fabricou armamento no mundo, mais vendeu armas e mais financiou guerras e poder para outros países. Criou ditadores espalhados pelo planeta e depois os derrubou os acusando de terroristas insanos, e continuam a fazer isto. Deu golpes de Estado em países que começavam a se democratizar, conscientizar e beneficiar a nação. Iludiu seu povo para incentivá-lo nas guerras em nome do patriotismo, em quanto soldados lutavam com orgulho, mas sem conhecer a razão, sem saber que estavam sendo enganados pelo seu Governo.

Bom, bem que Julio Verne não deixou de palpitar que, depois de serem o império, pelo menos até 2030 os Estado Unidos irão se autodestruir economicamente. O que você vê em relação a isto? O país que impôs o capitalismo selvagem, que destrói povos para dominar, logo irá cair. Suponho que nós, que lutamos contra este império, iremos vencê-lo com ajuda destes próprios. A mídia, que está a par deste capitalismo, pois se beneficia economicamente e é controlada por estes ditadores da vida e da razão dos povos, finge que nada disso existe. Te faz entender que idéias como estas são extremistas e é por isso que quando, verbalmente, falo mal dos EUA (seu governo) e digo que a Rede Globo, por exemplo, deve ser abolida (ou ao menos ser retirado seu direito de concessão de televisão pública), as pessoas me chamam de radical e anti-social. Incrível!

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Alegoria da Caverna

A alegoria da caverna, escrito por Platão, é o fundamento da filosofia. O mito é uma metáfora sobre a vida das pessoas.

Os indivíduos estão trancados numa caverna, com o corpo virado para a parede do fundo e são impedidos de virar a cabeça para a entrada. Do lado de fora, existe uma estrada por onde passam pessoas e animais de todos os tipos, que carregam diversos objetos de diversas matérias que existe no mundo. Uma fogueira, no outro lado da estrada, projeta na parede do fundo da caverna sombra de quem passa por ali. Os homens que estão virados para a parede enxergam as sombras e ficam encantados com o que vêem. Mas nem imaginam que é tudo irreal e que o verdadeiro está lá fora. Aliás, nem sabem que existe um mundo atrás deles. Logo, alguém entra na caverna e, sendo muito debochado, mas insistente, convence um dos homens de que há um mundo real lá fora. Este homem, com dificuldade de adaptação, conhece a outra vida, os objetos e as pessoas que estavam sendo projetadas na parede da caverna. Conhece o Sol, fonte da formação das sombras, enfim, todo o inimaginável de antes, quando estava trancado. O homem, então, volta para a caverna e tenta trazer os outros para o lado de fora, mas como, para os prisioneiros a explicação é menos confiável do que eles vêem, acabam rindo do indivíduo que tentava explicar e falam que ele está delirando. Isso porque eles foram impedidos de pensar e por isso o que enxergam é mais concreto do que lhes é explicado. Se o homem, que tenta fazer os outros enxergarem a realidade, forçá-los a saírem da caverna, será odiado e talvez morto.

Bom, toda a idéia se relaciona à filosofia, onde o mundo de fora é a própria e quem sai da caverna é o filósofo. Em nosso mundo, a sociedade em geral está trancada nesta caverna e são poucos os que se libertam. Estão muito apegadas as coisas materiais e não conseguem perceber qual é a essência da vida. O pior é que, controladas pelo comodismo, não têm sequer interesse em conhecer esta filosofia. Mas para tudo isso existe alguém, ou algo, que projeta as imagens que a sociedade vê e se depende, mas não toma consciência de que estas imagens são representações limitadas, incompletas e até mesmo distorcidas de um mundo real que está lá fora.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Um outro conceito sobre a Venezuela

Eduardo Guimarães é empresário e esteve na Venezuela neste mês de Agosto à trabalho. Aproveitando a viagem, conversou com todo tipo de cidadão venezuelano sobre a política atual no país, de qual é a visão de cada um em relação ao governo de Hugo Chavez e como está a situação econômica e social de todos eles.
A cada experiência vivida e cada conversa reveladora, Eduardo escrevia já no mesmo dia do acontecido, postando no seu blog e refletindo diversas vezes sobre a real situação daquele país, o qual só pode ser criticado ou admirado por quem realmente o conhece bem por experiência própria, mesclado com um certo interesse, conhecimento e raciocínio lógico sobre a história política da América Latina.
Deixo o link abaixo para que vocês entrem no meu antigo blog e leiam os textos na sequência correta, para quem não teve a chance de acompanhar a experiência do nosso remetente. Pois, o interessante é conhecer uma versão diferente daquela que nossa grande imprensa nos transmite, se é que ela nos transmite algum informativo relevante, nos passando situações completas e verdadeiras de um governo socialista fora dos interesses econômicos e exploradores das grandes empresas que geram consumismo cego. Prefiro acreditar em alguém que está lá se preocupando em passar informações verdadeiras e reflexivas, até para esclarecer uma dúvida própria, do que em jornalistas que querem apenas nos dar notícias secas e dizer que fazem seu trabalho.
Reconheço a importância da representação da viagem de Eduardo e da divulgação em outros blogs, para que conceitos já formados, ou sendo formados, sobre países vizinhos e parceiros, sejam melhor analisados.
Segue o link do meu antigo blog, onde estão os textos: http://leomiojo.blogspot.com

O blog do Eduardo Guimarães é http://edu.guim.blog.uol.com.br/ - recomendo.

Sem fronteiras

Para você ter uma idéia, exatamente neste momento estou tomando chimarrão e ouvindo Rap. Nada forçado, só fluido. Não importa o tipo de cultura, o que importa para mim é ser bom. Mas claro que o bom é relativo.

Não tomo chimarrão só por que sou gaúcho, mas sim por que gosto e me sinto bem. Mesmo assim tenho muito orgulho desta tradição mas não chego ao ponto de desconsiderar outras.

Não escuto Rap só porque meus melhores amigos curtem e fazem, mas sim porque eu curto. Mas não posso deixar de admitir que há dois anos, foi minha maior influência e por isso hoje admiro e pratico este estilo. Mas sei que as pessoas que dizem não gostar, só falam isto porque não tiveram a oportunidade de viver a cultura.

Também escuto música gaúcha, sertanejo, rock, samba, eletrônica, entre outras. Qualquer estilo cultural possui os bens feitos assim como os males.

Penso que o gosto é relativo, mas isso todos têm que admitir: o rótulo não importa, mas sim o produto! Quem quiser enxergar só uma cultura, tudo bem. Mas não acho certo criticarem aquelas que não conhecem. Melhor então manterem-se calados. Ou partir numa viagem ao conhecimento de outras razões de achar a vida boa, assim, sem fronteiras!

Miojo11/05/07